[Espaço docente] Sobre os 20% do Projeto BI
Caros Alunos e Colegas,
No BI, a garantia de 20% de vagas nos cursos tradicionais da UFBA simplesmente introduziu uma dissonância lógica, social e pedagógica no projeto que o torna esquizofrênico. Todas as discussões que temos nos colocam amarrados ao modelo antigo. Nossos alunos querem os cursos tradicionais e pressionam os professores para ajustar os currículos, ou permitir que eles persigam esta meta de antecipar créditos para lá na frente usar no curso tradicional já previamente escolhido. Ao garantir 20% de vagas nos cursos tradicionais da UFBA nós introduzimos uma singularidade no projeto. Atraímos muitos alunos que viram o BI como um pré-curso, cujo custo adicional de cursar matérias, que poderiam até serem úteis, era inferior à dificuldade e o tempo adicional de ficar em cursinhos inúteis para passar no vestibular da UFBA. Ao garantir 20% de vagas nos cursos tradicionais da UFBA nós criamos um mundo de confusão e contradições de objetivos e valores. Com a garantia de 20% de vagas nós danificamos seriamente o projeto. Precisamos urgentemente acabar com a garantia de 20% de vagas nos cursos tradicionais da UFBA para os próximos alunos a ingressar no BI, e reprojetar o curso para o modelo inicialmente previsto no início dos tempos de concepção. Esta garantia de 20% está levando inevitavelmente os BIs em um rota de se auto-ajustar a ser um pré-curso. A esquizofrenia sócio-pedagógica da situação é muito difícil. A pressão dos alunos é enorme, e a “cabeça velha” dos professores cai sempre no mesmo atrator de mínimo local da zona de conforto, do estado de mínima energia do sistema. Mesmo com todos os professores super-inovadores, com a garantia de 20% de vagas, o projeto criou o caminho lento da sua morte, e deixou uma brecha muito estreita para escapar disto.
Não me vejam com um pessimista. Muito antes de sair da coordenação do BI C&T, que eu estou rodando várias simulações mentais, tendo em vista as contradições que esses 20% geraram. Todas levam a um beco sem saída. Desliguei os modos “ilusão” e “idealismo” para rodar estas simulações. Não encontrei saída no passado e agora já varri todo espaço de busca que conheço, o que me dá mais certeza ainda de que a anomalia do futuro é quase certa. Isto me deixou exaurido e foi a gota d’água que faltava para disparar os problemas de saúde que já vinham se acumulando por outras razões. Então pedi para deixar a coordenação.
Ou acabamos com os 20% ou o projeto será mais uma anomalia que não deu certo pois, quis ser tudo e acabou não sendo nada. Seremos cunhados pela comunidade local como a pré-graduação da UFBA. Isto ocorrerá naturalmente, por mais esforços de propaganda que façamos ao contrário, pois é um mínimo de energia do sistema. Agora é o momento de termos forças e tomar as decisões que realmente podem fazer deste projeto um sucesso.
Sinto pelas palavras não tão otimistas. Mas quero que o projeto dê certo. Vim para cá para isto.
Um abraço a todos,
Prof. Luiz Alberto Luz de Almeida
* O comentário do Professor Luiz Alberto Luz de Almeida não necessariamente reflete a opinião do Coletivo das Artes. A nossa proposta é proporcionar o debate. O canal está aberto
Add comment Dezembro 13, 2009
[curso de férias]Comunicado do Coordenador
Prezados Estudantes:
Em reunião realizada na última quarta-feira, 09 de dezembro de 2009, a direção, a coordenação acadêmica e os coordenadores de colegiados delinearam a proposta do Curso Intensivo de Férias, a qual será submetida à Congregação do IHAC no dia 15 de dezembro de 2009 para apreciação. Apresentamos, a seguir, um resumo da proposta.
1. Período de realização dos cursos: durante o mês de janeiro de 2010. O calendário será definido na reunião da Congregação.
2. Componentes curriculares previstos: Estudos sobre a Contemporaneidade I, Políticas Culturais, Estudos das Sociedades, Introdução à Nanotecnologia, Oficina de Criação e Práticas Artísticas.
3. Carga Horária: 68h (cada CC).
4. Período e local para solicitação de inscrição: de 16.12.09 a 21.12.09, das 14 às 20 horas, na Secretaria do IHAC.
5. Os estudantes devem preencher e assinar a solicitação de inscrição, não sendo permitido o posterior trancamento do componente curricular.
6. Os aspectos relacionados a organização pedagógica, avaliação e freqüência irão obedecer aos princípios dos cursos regulares.
Após a reunião da Congregação, faremos um novo comunicado com os esclarecimentos necessários.
Cordialmente,
Prof. Dr. Messias G. Bandeira
Coordenador Acadêmico – IHAC / UFBA
Add comment Dezembro 11, 2009
[curso de férias] Boa notícia
Na última Congregação Ampliada ficou decidido que serão ofertados cinco cursos de férias, dentro dos padrões definidos pela UFBA. Na próxima Congregação, dia 15, as 8horas da manhã será finalmente definido quais serão esses componentes. Confira a programação.
Congregação Ampliada – dia 15 de dezembro, terça-feira, das 8 às 17 horas – com intervalo para o almoço.
8 horas – pautas emergenciais
. Documento sobre transferências internas a ser enviado à Câmara de Graduação
. Cursos de férias
. Seleção para professores substitutos
. Regimento da UFBA
10 horas – avaliação
. Avaliação do ano de 2009
12 / 14 horas – almoço
14 horas – planejamento
. Perspectivas e programação para 2010.
17 horas – confraternização
Confraternização de natal e de final de ano
Add comment Dezembro 10, 2009
[crítica] Bailinho de Quinta: Por uma nostálgica alegria
Por Ramon Coutinho (*)
A distância do som já conseguia nos denunciar o entusiasmo que o show proporcionaria durante as suas quase duas horas de duração. As rufadas de bateria davam corpo as antigas marchinhas carnavaslescas junto com os metais, guitarra, baixo e voz. Tudo isso ecoando da praça Tereza Batista, atraindo, invadindo os ouvidos e as pedregosas vielas do Pelourinho.
Numa noite de sábado acalorada de dezembro, o show entitulado Bailinho de Quinta já empolgava por seu anúncio virtual – “confete, suor e cerveja” – prometido pelo email. Essa tríade despontava antes de tudo como uma imagem nostálgica de um tempo que muitos de nós não chegou a presenciar. Era apenas parte de nossa idéia desses ‘’velhos tempos”, em que as marchinhas, cantadas em coro, dominavam clubes e ruas durante o carnaval. Talvez seja essa recordação não vivida que motive o projeto e o seu sucesso, comprovado no modo pelo qual vinha sendo respondido pelo público durante as quintas de novembro no Portela Café, no Rio Vermelho.
A vontade de revisitar esse passado dá um tom de originalidade ainda mais irônico as velhas marchinhas, seja pela nova roupagem que a banda faz questão de ousar, seja pelo imenso contraste desses antigos sucessos com os últimos que embalam as festas baianos. A empolgadíssima banda é formada por uma mesclagem de amigos músicos de outras grandes bandas de Salvador. Graco Vieira da banda Scambo, o baterista do Cascadura Thiago Trad,o baixista Renato Hishihara, os sopristas Léo Couto e Bruno Nery e a cantora Juliana Leite, conseguiram elevar nossos passos pras mais frenéticas possibilidades e misturas. Do trenzinho rodopiante ao túnel de quadrilha junina, tudo pareceu permitido. A criança dançante na frente do palco só comprovou a capacidade democrática do show, ao mesmo tempo convergido numa anarquia capaz de levar pro palco alguns que coreografavam no chão. As vozes pareciam saltar junto com os confetes e serpentinas sobre o ar, ao som de alguns clássicos como “Bandeira Branca”, “A Banda”, “A Filha Da Chiquita”.
Desse rico e variado repertório percebemos a cuidadosa pesquisa musical no qual o grupo se debruçou, que pareceu ainda mais encaixado e à vontade sob a aura histórica, carnavalesca e popular que o pelourinho ainda consegue evocar. O suor, o canto, as risadas misturadas aos pedidos de bis no final do show, puderam mais do que garantir a admirável validade da idéia, mas também por certificar sobre importância de nos atentarmos que ritmos e timbres aparentemente menos presentes, quando revisitados com honestidade, podem conduzir a arte pra uma nostálgica e iminente alegria.
(*) Ramon Coutinho é estudante do BI em Artes e autor do blog Subliterato
Add comment Dezembro 10, 2009
[opinião] Na concentração…
Preocupe-me com as indefinições do IHAC e sempre defendi que o nosso papel, enquanto representantes estudantis deve sempre ser colaborativo. Terminamos mais um período acadêmico e, como todos sabem, estamos próximos da segunda fase do curso – as áreas de concentração. Um dos motivos o qual eu peço a atenção e reflexão de todos.
As áreas de concentração até então apresentadas, pressupõe que o aluno irá, após ter concluído o BI, dar prosseguimento em uma graduação, há, portanto, um caráter “pré-graduação’ em nosso curso. É necessário que as áreas de concentração tenham um caráter “terminal” para o aluno, que ofereça uma formação plena, não importa se extrapole a sua duração para quatro anos ou mais, o importante é o aluno sair com a sensação de completude e não que vai precisar entrar em outro curso para complementar.
Não encontrando ainda a “interdisciplinaridade”, eu espero que a sigla “BI” não passe, no futuro, a se referir a “Bacharelado Incompleto”. Se os projetos das áreas de concentração não se atentarem a esse fato, o BI estará condenado ao fracasso e aí, sim, os graduados do IHAC correrão o risco de desvalorização perante a sociedade. Ainda é tempo de mudança, precisamos estar atentos aos sedutores projetos. A nossa graduação precisa ser completa. Não podemos montar um quebra-cabeças faltando peças.
Um abraço,
Rico Soares
CA de Artes
1 comment Dezembro 8, 2009
[Opinião] Interdisciplinari… o que?
É difícil entender a interdisciplinaridade do IHAC. A princípio, alguns entendiam, erroneamente, que o rodízio de professores em certos componentes curriculares era, de fato, interdisciplinaridade. Ao que parece, agora, a obrigatoriedade do aluno em cursar quatro componentes fora da sua área, é a atual aplicação do conceito interdisciplinar. Um aluno da área de saúde que cursa um componente na área de artes acredita-se estar fazendo a tal interdisciplinaridade.
Eu não tenho uma opinião sobre isso, falta-me um estudo mais aprofundado para dizer o que é ou não inter, mas o que eu posso opinar, enquanto aluno, é que essa regra em cursar alguma “cultura humanística” ou alguma “cultura científica” vai, aparentemente, contra ao que o BI se propôs de “o aluno poder trilhar o seu caminho”. Esse nosso caminho está limitado demais… Você pode, sim, trilhar seu caminho, mas tem que seguir as regras do ‘trânsito’, você tem que ‘virar à esquerda’ mesmo que não seja do seu interesse. O que eu vejo, nessa prática, é que o caminho já é previamente estabelecido, não há maiores liberdades ao aluno em determinar os rumos do seu curso – é um caminho, aparentemente, ‘pré-moldado’.
Como prática interdisciplinar ao IHAC, falta uma maior integração entre os componentes curriculares. Não há, ao que parece, uma integração entre duas ou mais disciplinas na construção de um projeto em comum. Citando um exemplo, do que eu acredito ser um ideal interdisciplinar, dois componentes obrigatórios importantes do curso de artes, Estudos da Contemporaneidade e Ação Artística, poderiam trabalhar em conjunto. Enquanto um [contemporaneidade] “bombardeia” o aluno com teorias e mais teorias, o outro componente [ação artística] incentivaria a mente do aluno em produzir algo tendo como base os conhecimentos adquiridos no outro componente, sem a necesidade imperante teórica, mas falta essa articulação. Evitaria a desmotivação dos alunos se esses dois componentes atuassem em conjunto? Poderia, mas na prática o que percebemos ainda é que não há sequer articulação entre os componentes de mesmo nome, com cada professor abordando o que bem entendem, aplicando avaliações as mais diversas de acordo com os critérios que cada qual acha mais conveniente;
O que há no IHAC [um exemplo] não é uma só disciplina chamada “Estudos da Contemporaneidade”, há várias disciplinas com esse nome, é como se fosse “Estudos da Contemporaneidade do Professor João”, “Estudos da Conemporaneidade do Professor José” e assim sucessivamente. Falta articular o que esse componente vai abordar de maneira comum e como vão avaliar os alunos de forma igualitária – sendo a UFBA uma instituição competitiva é impensável que a mesma disciplina com o professor João tenha 5 avaliações, enquanto a outra com o professor José tenha apenas 1. – Falta articulaçao… O “interdisciplinar” tem que ser fortalecido na base.
Um abraço,
Rico Soares
CA de Artes
1 comment Dezembro 8, 2009
[Espaço docente] Curso de férias
Parece que as instâncias superiores que definiram um número pequeno de professores para servir aos alunos do IHAC são os responsáveis pelas carências. Curso de férias é uma eventualidade, não é para corrigir problemas crônicos por falta de planejamento da administração da universidade que aprovou os BIs e talvez depois redirecionou os recursos humanos não sei bem para onde. ou talvez o MEC não tenha enviado o suficiente furando o planejamento. seria interessante vcs terem uma planilha exata de que isntitutos receberam professores para dar aulas ao BI e se foi na quantidade correta. façam tabelas. procurem números exatos e descubram onde estão as falhas para que as cobranças sejam no ponto correto. estas tabelas têm que aparecer para vcs verificarem como foram distribuídos estes professores e para que e onde estão servindo no BI.
Ficar dizendo que curso de férias é solução é uma cortina de fumaça para desviar a atenção de vocês. façam um auditoria criteriosa dos números de professores. o erro estará em algum lugar. A transparência completa e total é a única solução. essa coisa de sair querendo fazer barulho sem uma análise criteriosa não ajuda. entendam o problema. entendam como os administradores deram soluções. entendam quem não está cumprindo sua parte. então vocês terão competência de cobrar da maneira correta e acompanhar semestre a semestre se os administradores e os institutos provedores de professores estão fazendo o dever de casa direitinho. Assim vão ajudar a UFBA e seus administradores de forma proativa.
Inclusive eu sugiro que os centros acadêmicos acompanhem em tempo-real o planejamento realizado pelos coordenadores, enquanto ainda estão sendo elaborados, para sugerir ações e propor axílios e informaçãoes. ao acompanhar de perto, lado a lado, os centros acadêmicos terão a verdadeira dimenssão das dificuldades encontradas. antes mesmo do fechamento da programação didática já terão uma noção das dificuldades e das causas dos eventuais problemas. isto é gestão participativa.
Luiz Alberto Luz de Almeida
* O comentário do Professor Luiz Alberto Luz de Almeida não necessariamente reflete a opinião do Coletivo das Artes. A nossa proposta é proporcionar o debate. O canal está aberto
Add comment Dezembro 8, 2009
Nota sobre o curso de férias
Queridos colegas,
Muitos estão constantemente me questionando se teremos ou não o curso de férias. Peço que leiam com atenção o que segue.
Gostaria de manifestar o quanto estamos [centros acadêmicos] interessados que o IHAC se posicione definitivamente sobre o assunto, para que assim possamos desde já nos organizar. De nossa parte [centros acadêmicos] já realizamos pesquisas com o intuito de verificar a disponbilidade dos alunos em realizar o curso e quais os componentes de maior interesse, já nos mobilizamos frente à direção, e já conversamos com alguns professores sobre a importância de se ter o curso de verão.
O IHAC se mostra favorável à realização – mas nada ainda foi, de fato, definido. Estamos caminhando para as férias, haverá um esvaziamento natural dos alunos no Instituto, mas as atividades, reuniões, congregações e decisões continuarão sendo realizadas. Nós, representantes estudantis, estaremos sempre presentes [como ocorreu durante as férias no meio do ano] e continuaremos atentos para esta questão do curso de férias, bem como outras que estão em pauta [área de concentração, matricula 2010, entre outros assuntos].
O intiuto maior desse e-mail é pedir a todos vocês uma força principalmente nesse quesito. Fale com seus professores, com os coordenadores, diretores e até com o cachorrinho mascote do IHAC, mande e-mails, mande flores, faça cartazes, faça o que puder para que o curso de verão seja assunto prioritário e urgente. Quanto mais pessoas se mostrarem interessadas e atuantes com essa causa, melhor para todos.
Um abraço,
Rico Soares
CA de Artes
Add comment Dezembro 3, 2009
Coletivo das Artes lança Oficinas Criativas
Oficinas Criativas, atividade de extensão proposta pelo Coletivo das Artes (Centro Acadêmico de Artes) e aprovada na reunião da Congregação Ampliada realizada no dia 17 de novembro está prevista para iniciar em 2010.1. O objetivo dessa atividade é abrir espaço no IHAC para que os alunos possam ministrar oficinas artísticas e transmitir os seus conhecimentos para a comunidade. O aluno interessado em realizar uma oficina deverá propor sua(s) atividade(s) ao Programa Oficinas Criativas – mediante formulário que será disponibilizado na Secretaria do IHAC, na Sala dos Estudantes (sala 106) e também on-line através do site do Coletivo das Artes <www.coletivodasartes.wordpress.com>.
As propostas deverão contemplar a faixa horária das 17h às 18h30, de segunda a sexta-feira. “Vamos tentar expandir o programa aos sábados também, tudo dependerá do sucesso dessas atividades e do interesse dos alunos em participar”, comenta Rico Soares, diretor do CA de Artes. O formato do programa visa a elaboração de atividades práticas, como fotografia, oficinas de dança, desenho, histórias em quadrinhos, pintura, design para web, entre outros, desde que o aluno proponente tenha conhecimentos para tanto, que a proposta seja possível de ser realizada no Instituto e que se encaixe no programa.
As Oficinas Criativas deverão ser ministradas de forma voluntária, sem a cobrança de taxas. “Mas os alunos podem dar uma contribuição também voluntária para o colega que está ministrando a oficina”, comenta Soares. A Coordenação do programa fica sob a responsabilidade do professor Djalma Thuller, que deverá avaliar as propostas. Os alunos que participarem receberão créditos como atividade de extensão.
2 comments Novembro 19, 2009


